Conheci-te
Foste conquistando a minha confiança
Revelei-te os meus sonhos, projectos de vida, medos, fraquezas e inseguranças
A pouco e pouco tudo ias sabendo de mim
Não havia um passo que eu desse sem que tu não tivesses conhecimento
Eu era um livro aberto para ti...
Amei-te
A tua pessoa conquistou-me totalmente
Eras digna de confiança, sempre me ouvias e estavas sempre lá
E apesar de eu saber todos os teus defeitos eras perfeita aos meus olhos
Nada em ti se encontrava fora do lugar
Bastava os meus olhos encontrarem os teus num segundo e a minh'alma explodia de alegria
E de nada tu desconfiavas...
Entreguei-me a ti
E de repente tudo tu lanças-te fora
Se alguma vez fomos amigos, parece que te esqueces-te completamente nesse instante
Este foi o passo que dei que nunca devia ter dado
Estou totalmente arrependido
Antes preferia que não soubesses de nada e eu carregasse este sentimento sozinho
Não posso te dizer que já não te amo, porque iria ser mentira
EU AMO-TE
Eu ainda sou teu apesar de não me quereres
Mas neste momento apenas me bastava saber que me aceitas
Só precisavas de me dizer que ainda somos amigos
Amigos como eramos dantes...
Já sinto a tua falta
Quero-te de volta
Por favor perdoa-me
Só preciso que ainda acredites na nossa amizade...
DESCULPA POR TUDO O QUE TE FIZ PASSAR
POR FAVOR VOLTA
segunda-feira, 19 de maio de 2008
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10 comentários:
Muito bom, não creio que seja a primeira coisa que tenha escrito, você sabe escrever muito
parabéns.
izil
Meu caro:
A poesia é uma disciplina complicada.
É sempre preciso ter em conta aquilo a que se chama "função poética da palavra", ou da frase, isto é:
em poesia as palavras (ou pelo menos, muitas) não devem ter o significado que vem no dicionário.
É preciso inventar significados novos, dentro do contexto. Se assim não for, teremos, apenas prosa. E de nada serve estar escrita às escadinhas.
Um abraço.
Amigo Miguel Marques:
Eu cá na família recuada também também o apelido Marques e, talvez por isso, virei poeta...
Vi o teu apelo e vim ler o teu poema. Também concordo com os comentários anteriores, mas acrescento que a disciplina da poética é a palavra cantada.
Quando escrevo poesia, oiço uma canção dentro de mim, com se as palavras sussurrassem uma melodia.
A prosa... não sei o que é, porque tudo o que escrevo, em escadinhas ou em linha recta é uma orquestra de palavras.
Gostei do teu poema. Prefiro dizer que foi mesmo o primeiro. E, às vezes, é preciso sofrer um desgosto de amor, para se descobrir a poesia, a disciplina e a melodia dentro de nós.
Não sofras mais... escreve!
Um abraço amigo,
João Firmino
(podes também ver outro Blogue meu: http://atransparente.blogspot.com
Caro Miguel,
em vez de mascarar as palavras, prefiro ser sincero: o seu poema não presta; nem sequer é um poema; já vi listas de compras de supermercado melhor escritas e com mais poesia; ainda por cima tem o descaramento de escrever um "poema" cheio de erros de português ? Haja paciência para aturar tanta palermice...
Siga o conselho do Vieira Calado e...dedique-se a outra coisa qualquer (fazer bolos, ponto-cruz,praticar desporto, por exemplo) e deixe a poesia em paz que a pobre não lhe fez mal nenhum.
Já agora: porque é que acha que a sua ingenuidade em matéria de relações amorosas interessa ao mundo ? Aprenda que o mundo não quer saber dos seus desamores para nada e dedique-se a aprender a escrever correctamente.Leia bons livros, ajuda sempre.
Escute o que seu coração diz, e escreva, como quiser, isto é o que importa na vida, quem não gostar não leia.
veja isto
A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade da fala.
Vá em frente
izil
Bróder, continue desescrevendo. É muito mais importante que simplesmente não escrever. Continue buscando as palavras, amigo! Você já deu o primeiro passo. É certo que se quiser a poesia, vai ter buscá-la profundamente, na linguagem e na vida.
Você já mostrou que sabe escrever, agora crie, invente... desmonte esse texto, sem dó nem piedade... mude, troque palavras, insira palavras azuis, vermelhas... enfim, corra! Quem sabe você ainda faz um poema com todas essas palavras aí. Poesia é risco! Arrisque-se além dos seus sentimentos... Dê o salto no escuro que a poesia pede. Ou então resgate a sua musa desse pesadelo e seja feliz.
Nunca se sabe...
Quem sabe Papaia-do-céu não vire uma nova ordem do que hoje é mamão papaia e laranja do céu. Enfim...
abs!
....
Miguel,
Obrigado pela visita.
Não sei até que ponto será correcto dizer a alguém que é bom ou não presta aquilo que escreveu.
Creio que escrever deve ser sempre um reflexo do sentir de cada um. Assim, entendido nesse sentido, qualquer escrito deve merecer o respeito de quem o lê, quer agrade ou nem por isso.
De qualquer modo, sejam os comentários favoráveis ou nem tanto, não julgo que devam eles ser motivo para se continuar a escrever, ou para se desistir.
Um abraço
Escrevo. Simplesmente, escrevo. Procuro viver com intensidade e escrever o que sinto. E na minha ingenuidade, acredito escrever a poesia que vivo.
Gostei do que li e nunca desista de ser verdadeiro na sua expressão, mesmo que persista por aí, muita ignorância de sentimentos.
Abraços poema, Miguel!
joão m. jacinto
Agradeço a todos a vossa apreciação. Apesar da minha ingenuidade na escrita, sinto que devo continuar a escrever. Sei que o que escrevo ainda está longe da poesia, mas nada melhor do que ir escrevendo e aperfeiçoando a tecnica. Obrigado.
Abraços,
Miguel Marques
Permita-me que lhe diga que deve mesmo continuar a escrever.
Ao longo da vida verá que quanto melhor escrever, pior dirão da sua escrita.
Do mesmo modo para cada texto haverá sempre mais do que uma opinião e muitas vezes opiniões diametralmente opostas.
É mesmo assim...
Ainda que o texto possa ser prosa, ela poderá pode conter poesia.
No seu caso expôs-se, colocou para fora os seus sentimentos, teve a humildade de pedir a opinião dos outros e por isso e por uma simples questão de principio merece respeito... Coisa que nalguns comentários esteve de afastada... Mas também é normal!!!
Vi autenticidade no seu texto e autenticidade nos sentimentos é algo de belo. É poesia!
Não precisa de metáforas, de imagens, de hiperboles! Pode até ter uma escrita dura e "geométrica"... e mesmo assim fazer poesia. Atente na sonoridade das frases!
Se me permite um pequeno conselho, se se sente atraído para a escrita poética leia muita, muita poesia de muitos e variados autores, para não se deixar influenciar
Obrigado por ter colocado este texto!
Continue, por favor!
Um abraço
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